Pandemia, pandemônio e atitude: Uma breve análise sobre crises sob a ótica do fundador da Stratt.

A gravidade de uma pandemia é familiar a todos a essa altura, já o nível exato de seu impacto na sociedade e economia nós desconheceremos até que ela acabe. Está bem claro que as coisas serão diferentes daqui para frente, devemos então concentrar os esforços na adaptação para receber as mudanças, que se apresentarão cada vez mais rápidas e agudas.

As perguntas são muitas: Com quais cenários, variáveis, estratégias, objetivos, planos, ações e inovações empresas e seus líderes enfrentarão a nova realidade? Quais deverão ser as atitudes e comportamentos profissionais e empresariais mais adequados? Aqui vão alguns insights:

Em quase 45 anos como executivo, sendo mais de 20 como consultor, vivenciei o suficiente para acreditar que a análise seja a ação primordial em um momento de crise. Investigar em que direção vai a nova realidade social, econômica, de mercado e empresarial e entender como estarão os stakeholders neste novo contexto.  Empresa, clientes, fornecedores, parceiros e concorrentes terão novos desafios e angústias.

A partir dessa exploração deve-se buscar uma reorientação da empresa no tempo, principalmente nos curtíssimo e curto prazos (operacional), definindo objetivos e metas sem esquecer de visitar o médio e o longo prazo (estratégico). Crises geram mudanças que podem se traduzir em prejuízos ou oportunidades. E onde podem estar as chances? Em novos produtos, regiões, M&A, tecnologias e por aí vai.

Olhar para a situação de forma técnica e com equilíbrio para enxergar a realidade é fundamental. Ter disposição para perseguir novos caminhos, soluções e resultados também. Além disso, é importante ser conservador na gestão do hoje com base no caixa, mas ser arrojado nas mudanças que deverão ser feitas e no enfrentamento dos novos desafios.

Sabemos que não podemos esperar resultados diferentes se não mudarmos a forma de agir. Que nesse período as empresas façam suas leituras e planos, mas, acima de tudo, partam para a ação. Remoer prejuízos, rogar um milagre ou esperar que tudo volte ao normal é, certamente, o menos útil para esse momento. O mundo como conhecemos já não existe mais.

*Sergio Klaveren é empresário há 45 anos e consultor há mais de 20.

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